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Eu não me entendo

Eu não me entendo from Eduardo Nunes on Vimeo.

Entrego a minha voz ao coração do vento
E quanto mais água dos meus olhos corre
Mais fogo acendo
Eu não me entendo
Eu não me entendo
E por ti já gastei o pensamento
Ai amor, ai amor, se o tempo
Já gastou, já gastou o nosso tempo
Eu não me entendo
Eu não me entendo

A primavera do meu tempo
Já gastei a primavera do meu tempo
Já fiz da boca jardins de vento
E não me entendo
E não me entendo
Eu não me entendo

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See you around, Major Bowie

This is Ground Control to Major Tom
You’ve really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it’s time to leave the capsule if you dare
This is Major Tom to Ground Control
I’m stepping through the door
And I’m floating in the most peculiar way
And the stars look very different today
For here am I sitting in my tin can
Far above the world
Planet Earth is blue
And there’s nothing I can do

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Adolescência #1

Felizmente, nem tudo se resume a borbulhas e calças à boca de sino.

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Vira o disco e toca o mesmo

Vou acumulando, cá por Coimbra, vários rituais. Por vezes, são apenas eventos que se vão repetindo em dadas alturas do ano, alguns com uma periodicidade mensal e que, mesmo assim, tento não falhar. Um desses casos é a Feira de Velharias, na Praça do Comércio. Gosto mesmo muito de lá ir e confesso que sofro um bocadinho do mal típico das crianças de “ver com as mãos”. Pisco o olho ao senhor que me vendeu a Polaroid, conheço a maior parte das bancas de cor e salteado, sem nunca me cansar de as percorrer, meto conversa aqui e ali e dou por mim a sentir-me entre amigos.

Na maior parte das vezes trago apenas um livro. Uma pechincha de folhas amareladas, ligeiramente gastas e que faço questão de cheirar antes de guardar dentro da carteira. Deixo os olhos presos nalgumas relíquias, mas tenho noção de que não posso transformar a minha casa num antiquário (e a minha conta num deserto). Ainda assim, colo-me muitas vezes à banca dos vinis a “beber” aquele som único que vem dos gira-discos do Sr. Renato. Este último Sábado não foi exceção. Lá estava eu, a sorrir para o ar, com a cabeça já muito longe dali, no cestinho de verga verde-menta dos meus pais, carregadinho de discos, cujas capas sempre exerceram em mim um fascínio quase magnético.

“E se comprassemos um gira-discos?” Olhei para o rapaz um pouco incrédula. Uma coisa sou eu ter estes pequenos caprichos, outra é ele alimentá-los em vez de lhes pôr travão. Bem, não estamos a falar de um par de sapatos carérrimo, por isso talvez me tenha espantado mais do que a situação merecia. Perguntei o preço. Glup. Hesitámos. Diz-nos que tem uns mais baratos do outro lado da banca. Damos a volta e avistamo-lo. Pequenino, maneirinho, portátil. De madeira. Nada de plásticos cinzentos horríveis. Perfeito para a nossa sala.

Não sei bem o que chamar a isto, se é consumismo ou outra coisa qualquer, mas a verdade é que há determinados objetos que me fazem mesmo feliz e ganhar o dia. Bem-vindo à nossa casa! :)

Gira-Discos