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Songbook 2014

Passei uma boa parte da minha adolescência colada nas músicas do álbum “Silence Becomes It”. O sucessor, o “Only Pain Is Real”, não era mau, mas não tinha a pedalada e a profundidade do primeiro. Os Silence 4 separaram-se quando tinha treze anos. Nessa altura ainda não compreendia a felicidade que é riscar alguns nomes da lista “Bandas Que Nunca Vi Ao Vivo”.

Silence 4 (5)

Porém, à semelhança de outros artistas, também os Silence 4 arranjaram motivos para voltar. Neste caso, parece que a culpada foi a Sofia, que os convenceu a celebrarem com ela a vitória sobre o maldito cancro que quase lhe ia pregando uma rasteira. Por este e muitos outros motivos, o concerto de Sábado, no MEO Arena, foi um brinde de duas horas e meia, sempre eufórico e emotivo, entre a banda e dezoito mil amigos. É que nem o Sérgio Godinho faltou à festa! Tchim-tchim!

Deixo-vos algumas fotos do Paulo Tavares, publicadas na reportagem do site Strobe:

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Em aquecimento!

 
A adolescência pode ter sido parvinha de todo, mas pelo menos ainda ouvíamos umas coisas giras.

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A gaita

O rapaz sempre gostou de harmónicas e eu, Neil Young addicted, sempre encarei com ternura e cumplicidade a predileção por este instrumento musical. É também dos meus favoritos, por causa da honestidade das melodias. (Quem não gostar desta música é um ovo podre.)

É vê-lo de volta de tutoriais, a organizar playlists, a selecionar os melhores ebooks, a tentar apanhar a técnica a um objeto que parece que só precisa de uma ligação direta entre a boca e o coração (e os pulmões, vá), mas que na verdade tem muitas manhas. Admiro-lhe esta vontade que nunca esmorece em estar sempre a aprender coisas novas. Isso e a capacidade para não mandar a harmónica pela janela sempre que o Jefferson recomenda, nas suas vídeo-aulas, que “quanto mais contato você tiver com o teu lábio na gaita, melhor vai ser o teu som e melhor você vai deslizar na gaita”. Ou “você faz um bico com o seu lábio e encosta na gaita”. E ainda “pega um durex, coloca tapando os orifícios 1, 2 e 3, deixa aberto só o orifício 4, e encosta o teu lábio nesse orifício”. As caras dele. O horror. A negação. Priceless.

Birds Are Indie

Comprámos os bilhetes para Birds Are Indie* já a queimar a linha da lotação esgotada, desligámos o stressómetro (“Aiii, que não chegamos a tempooo!!”) e agarrámo-nos à promessa de uma noite descontraída e repleta de doces melodias. O concerto aconteceu em cima do palco, por trás das cortinas, para uma plateia de pouco mais de cem pessoas, nas condições ideais (especialmente para quem joga em casa) para nos transportarmos para a sala de estar da Joana, do Jerónimo e do Henrique. Foi bonito, muito bonito. É o que acontece quando as coisas são feitas com amor.

*”Once upon a time there was a girl and a boy. They fell in love. None of them knew really how to sing and play. However singing and playing seemed to do them well. A good friend joined and now they have a band.”

Beck is back*

E, em jeito de festejo, nada como recordar uma música tão bonita de um filme tão espetacular.

*Trouxe descaradamente o título do blog d’A Gata Christie, que por sua vez o foi buscar ao blog do Miguel, o Cibertúlia. Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. :)

Fomos à faca

E ainda estamos sob o efeito da anestesia. Não nos sentimos entorpecidos ou sonolentos. Pelo contrário, temos os sentidos mais despertos do que nunca. Sentimos tudo de forma exponenciada. O peso de cada palavra, a vibração de cada acorde, o ressoar das palmas. Um catarse de emoções em hora e meia de espetáculo (e os olhos rasados de lágrimas quando a Mitó apresenta a banda e lembra o João, “que estará sempre connosco”. ). Obrigada, A Naifa, por nunca desistirem de lutar.

ANaifa_13_02_2014_Coimbra