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Coimbra de Antero

“E em cada estrela plantávamos uma tenda, onde dormíamos e sonhávamos um instante, para logo a erguer, galopar para outra clara estrela, porque éramos verdadeiramente, por natureza, ciganos do ideal. Mas o ideal nunca o dispensávamos, e nem as sardinhas assadas das tias Camelas nos saberiam bem se não lhes juntássemos, com um sal divino, migalhas de metafísica e de estética. A pândega mesmo era idealista. Ao segundo ou terceiro decilitro de carrascão rompiam os versos. Por entre os ramos dos choupos, mal se via com a névoa das nossas quimeras…”

Eça de Queirós.

Um dos meus livr(inh)os favoritos de sempre.

Sophia

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“Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!”