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Aos pais*

Essa mania de botarem um smile com a língua de fora e um ar alucinado por cima da cara do vosso filho, ainda para mais quando são fotografias intencionais, estilo postal de Natal, é a coisa mais parola, ridícula e acéfala que já vi este ano e ainda só vamos em Janeiro. Se não querem imagens do vosso filho na Internet, não as coloquem de todo, ponto.

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(*) A alguns, vá. Quão difícil é apanharem o raio da criança num ângulo em que não esteja a olhar diretamente para a objetiva? Até tenho ideia que o desafio é apanha-las de frente.

Ide masé ler estes artigos do The Guardian:
Does sharing photos of your children on Facebook put them at risk?
How to share family photos safely

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It’s Iggy!

Sou só eu que adoro este anúncio da Schweppes com o Iggy Pop? Que boss!

Audrey Hepburn

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“Today it is heaped at your feet, it has found its end in you
The love of all man’s days both past and forever:
Universal joy, universal sorrow, universal life.
The memories of all loves merging with this one love of ours –
And the songs of every poet past and forever.”

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Um café e um leitor de feeds

Há quem não dispense o café e o pastelinho de nata. Eu não passo sem a dita injeção de cafeína, mas acompanhada do meu leitor de feeds (sim, sim, sou dessas), ávida de umas boas peripécias, antes de regressar ao trabalho. Volta e meia também me dedico a saltitar por blogues desconhecidos, à procura de coisas novas e com piada para trazer sangue novo à minha lista. Não sou muito exigente, não procuro escritores consagrados, mas tenho os meus critérios, naturalmente. Gosto da escrita fluída e natural, tolero um ou outro pontapé na ortografia (quem não os dà?), e não peço que todos os temas sejam reflexões filosóficas sobre a problemática do ser, mas espero encontrar do outro lado pessoas com dois dedos de testa, com opiniões bem esgalhadas (mesmo que diferentes das minhas), com sentido de humor e alguma sensibilidade.

Estava, pois, neste ritual, até que me deparo com um blog com uma cover (uma imagem no cabeçalho, mãe) tã feiinha, que ocupava quase todo o ecrã, não deixando espaço para ler sequer o título do primeiro post. Cenário nada auspicioso. Ainda assim, fiz scroll. Uma pessoa pode escrever bem sem ter um sentido estético muito apurado, certo? Normalmente, consigo topar no primeiro texto se há ali material que me interesse. Normalmente, fecho a janela ao fim do segundo. Li cinco entradas, not bad. Talvez tenhamos aqui um candidato para integrar a minha mui seletiva lista. Cheguei à sexta. As capas da trilogia Cinquenta Sombras de Grey e um rol interminável de elogios. Cmd + Q. Never judge a book by it’s cover, my ass.

Be Nice Make a Cake

Sigo vários blogues de partilha de experiências culinárias, muitos deles com fotografias e descrições de babar, mas aquilo que me encanta no Be Nice, Make a Cake é a alegria tão espontânea com que a Rosa partilha cada receita e recebe cada encomenda. Imagino-a a cantarolar na sua cozinha, sob o olhar atento da gata Pudim (best name ever!), por entre raminhos de alecrim fresco e fornadas de brownies.

Cá por casa estamos absolutamente rendidos aos biscoitos de manteiga de amendoim e chocolate e à granola de chocolate com amêndoas! (Notam algum padrão?) O Be Nice, Make a Cake é made in Coimbra, mas chega aos quatro cantinhos do nosso Portugal. Mais detalhes sobre como encomendar aqui.

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Ainda sobre o Hoffman

Este artigo chegou-me pelas mãos de uma amiga que não suporta o Russell Brand (pfff!), mas que, ainda assim, achou esta posição muito pertinente. Toca na ferida, de uma forma tão óbvia que nos custa a acreditar que países tão cheios de si, como os EUA, ainda fecham os olhos de uma forma tão inconsciente e preconceituosa à problemática da toxicodependência. Vale a pena ler. Não sei que assunto mal resolvido a minha amiga tem com o Russel Brand, porque este senhor é genial.

Philip Seymour Hoffman’s death is a reminder, though, that addiction is indiscriminate. That it is sad, irrational and hard to understand. What it also clearly demonstrates is that we are a culture that does not know how to treat its addicts. Would Hoffman have died if this disease were not so enmeshed in stigma? If we weren’t invited to believe that people who suffer from addiction deserve to suffer? Would he have OD’d if drugs were regulated, controlled and professionally administered? Most importantly, if we insisted as a society that what is required for people who suffer from this condition is an environment of support, tolerance and understanding.