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Amesterdão

Agora que acabámos de marcar uma mini-viagem, lembrei-me que deixei o post sobre Amsterdão em águas de bacalhau e não cheguei a publicá-lo. Cá vai disto, então:

Andávamos a suspirar por férias há já algum tempo e acabámos por marcar esta viagem com pouca antecedência para aproveitarmos a companhia e a estadia em casa de uns amigos. Normalmente, andamos a namorar os destinos antes de nos decidirmos e tentamos conjugá-los com vôos baratos, mas Amesterdão surgiu de um impulso.

Sei que o facto de não ter tido muito tempo para criar expetativas ajudou, mas é indiscutível que é uma cidade muito bonita, especialmente nesta altura do ano [fomos em finais de Abril], com tulipas por todo o lado. Tivemos sorte com o tempo, apanhámos umas abertas de sol, só choveu no último dia e apenas por breves momentos. (Antes de partirmos as previsões davam chuva TODOS os dias.) Fartamo-nos de andar, andar, andar. A cada esquina mais um canal, mais uma ponte, algo diferente para apreciar. E tantas, mas tantas bicicletas! Fiquei fã do estilo de vida dos holandeses, do seu sentido prático, da simpatia e da descontração. Esta é, de certeza, uma daquelas capitais europeias onde daria gosto morar. E as casas? Dizem que os holandeses não têm nada a esconder e, realmente, não era comum ver cortinas corridas, antes pelo contrário. Nem nos pisos térreos, mesmo com aquelas janelonas enormes! Não foi uma nem duas vezes que ao espreitar para dentro de uma sala alheia, às vezes até por distração, dei com alguém esparramado num sofá, tranquilo da vida. Qualquer divisão parecia saída de uma revista de decoração, que gosto! (Numa das casas-barco pela qual passámos até um piano de cauda deu para topar. Como é que aquilo lá terá entrado?!) Acho que já compreendo porque é que a maluqueira das meninas nas montras, na Red Light, não lhes faz assim tanta confusão. (A mim fez alguma.)

Passámos ainda pelo museu Van Gogh, pela casa da Anne Frank, pelo mercado das tulipas e vivemos o feriado nacional, o Dia do Rei, vestidos a rigor, cheios de adereços cor-de-laranja. Ficámos mesmo impressionados com o patriotismo dos holandeses. Isso ou a forma como aproveitam fervorosamente qualquer desculpa para festejarem à grande pelas ruas, com música, cerveja, petiscos e vendas de garagem. Passeámos de barco à noite pelos canais, provámos uma tarte de maçã espetacular em Jordaan, um dos bairros mais animados da cidade, e uma cerveja artesanal em Browerij ‘t IJ, um pub colado a um moinho de vento. Também demos um salto ao bar panorâmico da Biblioteca Geral. Amsterdão a perder de vista, tão bonito! E Begijnhof, o noviciado do século XIII, que faz com que pareça que demos um salto no tempo ao cruzarmos a passagem quase secreta que lhe dá acesso.

Enfim, foram tantos os recantos que começo a ter dificuldade em lembrar-me de tudo o que chamou a nossa atenção, mas acho que já dá para terem uma ideia de como Amsterdão é uma cidade com tanto para ver e descobrir. Tivemos muita sorte, porque fomos imensamente bem recebidos e os nossos cicerones foram incansáveis. Regressámos de coração cheio e com dezenas de bolachas de caramelo na bagagem. Sim, bolachas de caramelo, não é nenhum nome de código para substâncias ilícitas. Isso é qu’era bom!

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  • Raquel on Aug 31, 2015 Reply

    Tu querias dizer Jordaan, não era? :)

    • telhadosmeios on Aug 31, 2015 Reply

      Siiim! Obrigada pela correção. :D