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Bons Sons ´15

No arranque do ano, lá para meados de Janeiro, chegava a boa nova: o Bons Sons ia voltar em 2015. Não foi preciso dizer mais nada, ficou logo ali assente que voltaríamos em Agosto a Cem Soldos. A experiência de 2014 tinha sido tão incrível, que era impensável não voltarmos para viver a aldeia. E, como nós, outras 30 mil pessoas fizeram o mesmo.

Ao início, pareceu-nos que a edição deste ano estava um pouco menos bem organizada do que a do ano passado e já se deixava “contaminar” por algumas pinceladas de mainstream. Não é que não compreenda a necessidade de se estabelecerem algumas parcerias, ainda para mais com os cortes no financiamento que o festival sofreu, mas esta impressão não foi muito além do primeiro dia e logo sentimos que a essência do Bons Sons não se perdera e ainda houve espaço para melhorar. O campismo tinha mais área e, consequentemente, mais sombras. Apesar de não ter estado o calor típico de Agosto (obrigada, São Pedro!!), confesso que poder dormir mais um par de horas de manhã – em 2014, às 9h, já não se podia estar na estufa tenda – foi um forma de não me sentir tão molenga durante o dia. Isso e terem reduzido o número de concertos. Dava para ir de palco em palco (8, no total!), nas calmas, sem ter que se optar por este ou aquele concerto. No meu caso não fez assim taaanta diferença, que eu cá não aguento ver mais do que dois seguidos, as minhas costas e os meus rins começam logo a dar de si, mas para a minha amiga D., que tem uma pedalada que nunca mais acaba, deve ter sido mais tranquilo. :P

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(Fotografia daqui.)

E por falar em amigos, encontrei tantas pessoas queridas, dei tantos abraços, fiz tantas festas a bóbis e bebi tanta sangria, que o meu coração e o meu fígado – por motivos diferentes – ainda estão a recuperar. Ah, e vi quatro estrelas cadentes na primeira noite! Quão mágica foi esta edição, hã?

Estou a ter dificuldade em encontrar faixas decentes de alguns grupos no Youtube (Retimbrar, Enraizarte, Criatura, etc.), por isso deixo-vos uma pianada do Júlio Resende que, por vários motivos, foi um dos momentos mais bonitos do Bons Sons 2015. :) Até para o ano!

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