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Só a nós #1

Sabem, tinha alguma curiosidade sobre qual seria a primeira situação em que me perguntariam o estado civil e responderia, sem me engasgar, “ca-sa-da”. Assim, bem soletradinho, mas ao mesmo tempo com o ar mais trivial deste mundo. Não é que já não me tivesse referido a ele como “o meu marido”. Quando quero despachar operadores de televendas, por exemplo, dou uma de esposa submissa que não está autorizada nem a assinar uma revista sem uma devida deliberação conjugal. (Sim, sou péssima a dizer que não quero uma coisa simplesmente “por que não”, até porque sempre me ensinaram que “por que não não é resposta!” e levo muito a sério os ensinamentos que me transmitiram em criança.) Também é verdade que uma aliança no dedo não muda nada. Ou não mudou nada, no nosso caso. Mas é engraçado, tenho que confessar, pensar nele como “o meu marido”, como também é engraçado (e assustador) pensar em mim como a mãe de um pequeno ser humano.

Portanto, andava aqui eu a pensar qual seria a primeira oportunidade para me declarar oficialmente casada. De todos os cenários que me passaram pela cabeça, estar a comunica-lo a dois polícias, às 5h30 da manhã, na nossa sala de estar, enfiada num pijama da Minnie, com um candeeiro a verter água do tecto como se as Cataratas do Niágara se tivessem materializado aqui em casa, foi de todos o menos provável.

(Acho que preferia os vizinhos que expressavam o seu amor um pelo outro de forma pouco discreta.)

  • Txiii que cenário esse, não deve ter sido nada bonito!
    Parabéns pelo casório! :)

    • telhadosmeios on Oct 04, 2016 Reply

      Obrigada :) A ver se ainda escrevo algumas memórias para a posteridade, eheheh.