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Ainda sobre o incidente de ontem

Caaaalma, calma, calma! Em resposta às dezenas de e-mails e mensagens dos meus fiéis leitores, preocupadíssimos com o episódio relatado no post anterior, venho assegurar-vos que os gatos estão bem de saúde e aproveito para vos dar mais alguns pormenores do aparatoso incidente.

Já me apercebi, numa ou noutra situação, que nem eu nem o meu marido (ahahahahah!) fomos abençoados com grandes capacidades de reacção quando somos confrontados com acontecimentos noturnos inesperados. Assim por alto, lembro-me da madrugada em que decidi enfrentar um potencial ladrão (que, afinal de contas, era só a minha mãe) empunhando uma almofada e da vez em que ele se atirou da cama abaixo, como quem se esconde numa trincheira, apenas porque irrompi pelo quarto adentro de forma menos silenciosa. É claro que isto me preocupa um bocadinho sabendo que, daqui a pouco mais de 3 meses, teremos em mãos um concentrado de acontecimentos noturnos inesperados, mas não há-de ser nada.

Ainda assim, descobrimos que o nosso vizinho de cima prolonga e supera a nossa falta de capacidade de reacção a acontecimentos inesperados. Eram 6h da manhã e tanto nós, como a polícia e os bombeiros, tocávamos desalmadamente à campainha do andar de cima, numa tentativa de percebermos que raio estaria a provocar aquela súbita queda de água no nosso corredor, mas também preocupados com potenciais suicídios em banheiras. (Ok, só eu é que equacionei esse cenário.) Nada. Silêncio absoluto vindo do outro lado da porta. Fechou-se a torneira cá em baixo, espalhámos alguidares e toalhas pelo corredor e voltámos para a cama.

Às 8h30 tocam-nos à campainha. Era o vizinho de cima.

— Desculpem, por acaso vocês sabem o que se passa com a nossa casa-de-banho?

Como é que é?!

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