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The times they are a changin’

Assim que começaram a correr as primeiras notícias de que o Bob Dylan tinha vencido o Nobel da Literatura, pus-te a ouvir a discografia. Não foi uma estreia, é um nome recorrente nas minhas playlists, mas foi (está a ser!) uma valente injecção. Não quero fazer parte do grupo de pais que “forçam” os filhos a ter os mesmos gostos, mas que vou partilhar contigo as músicas, livros e filmes que me tocam ao coração, não tenhas dúvidas. O “pior” que pode acontecer é não gostares e está tudo bem. Está mesmo(*), só tens que prometer que me dás uns cromos à troca, isto é, que me mostras o que vai ocupando o pódio dos teus interesses. Nem que seja para mais tarde gozar contigo. :) Os teus avós (uiii, já estou a referir-me aos meus pais como “os avós”, socorro!) também levaram com Britney Spears, Malhação e Bravos para uma vida. Faz parte, não é? Enquanto não chegamos a essa fase, não sei o que é mais maravilhoso, se um mundo que não reduz um músico à sua faceta mais conhecida e reconhece o génio literário de Dylan, se o facto de ter escrito um texto (o primeiro!) em que me dirijo diretamente a ti, ser humano pequenino que me sapateia a barriga.

(*)Mas, por favor, se não gostares de Star Wars, pelo menos, finge!!

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